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Impacto Economico da Economia Criativa

Rose Meusburger04 de setembro de 2018
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Orientações & Conteúdo da Aula

~4 min de leitura técnica (676 palavras)

Qual o impacto da Economia Criativa no mercado econômico brasileiro?

Verdade seja dita a economia criativa é tão ou mais importante que o setor eletroeletrônico e ninguém dá a mínima prá isso.

Fica comigo que hoje a informação é sobre o desenvolvimento provocado por essa tal Economia Criativa.

O MInC está empenhado em fomentar a Economia Criativa no Brasil e além de estar encabeçando a Campanha Cultura Gera Futuro, na qual eu também estou engajada, tem realizado uma série de atividades e preparado várias pesquisas para demonstrar o quanto a Economia Criativa pode desenvolver localidades.

Assim os impactos do Carnaval de mais de 3 bilhões de reais para a prefeitura do Rio de Janeiro, da FLIP que gerou mais de 47 milhões de reais para o Brasil ou mesmo do Festival em Parintins que injetou mais de 117 milhões de reais no Estado do Amazonas em 2017, são dados importantes que precisamos conhecer, divulgar e saber da importância deles para o desenvolvimento econômico brasileiro.

A economia criativa gera emprego, renda e pode fazer toda a diferença em momento de "crise". Os profissionais dos vários segmentos da Economia Criativa são mais especializados que a maioria dos profissionais disponíveis no mercado. Raramente ficam sem uma colocação uma vez que usam de sua criatividade para alavancar seus serviços além de trabalhar em rede e de forma colaborativa.

Esse profissional também pode ser uma commodity exportável. As ideias têm grande valor econômico e é por isso mesmo que a Economia Criativa é tão importante nos dias de hoje.

Mas a criatividade ainda não é bem compreendida. E a Educação é a chave para dar valor e monetizar ideias. MAS as escolas também não ensinam o valor da economia criativa. Se vc educa um jovem e o coloca em um estúdio de design em frente a um computador, essa tela é convertida em algo valioso. Imagine que a criação de um "simples" logotipo, uma campanha publicitária tem um valor econômico agregado.

A indústria da comunicação de uma marca - que está na economia criativa - é capaz de ir da ideia à solução e TUDO no mundo virtual, sem fabricação de absolutamente nada. E esta é uma commodity exportável com computadores, designers treinados que podem atender clientes em qualquer parte do mundo e arrecadar dinheiro em moeda estrangeira.

Da mesma forma tudo o que está nos segmentos artísticos podem colocar o Brasil no mapa mundi do desenvolvimento. O Brasil já exporta música, literatura, teatro e dança. Nos últimos anos o mercado formal de trabalho nos segmentos da economia criativa no Brasil totalizou quase 900 mil profissionais dos diversos setores culturais, consumo, mídias e tecnologia. Isso significa uma alta de 90% do número de trabalhadores muito acima dos 56% do mercado de trabalho brasileiro no mesmo período. Estes dados estão no Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil com base nos anos de 2004 a 2013 e divulgados pela FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de janeiro).

Nesse mesmo período, foram constituídas 251 mil empresas, um crescimento de 69,1% desde 2004, quando eram 148 mil. Com base na massa salarial dessas empresas, estima-se um PIB da indústria criativa de R$ 126 bilhões no período.

Em resumo - quem ainda acredita que a cultura e toda a economia criativa é só uma cereja no bolo precisa entender que na verdade ela é o fermento. Existe um potencial de negócios com base na criatividade. Os trabalhadores nos segmentos da economia criativa estão ganhando cada vez mais espaço no mercado de trabalho e os salários seguem o mesmo caminho. Um profissional da economia criativa pode ganhar até R$ 5mil e quatrocentos reais e isso é bem acima do valor médio do trabalhador brasileiro que ganha em média dois mil reais.

Será que gestores públicos e administradores de empresas estão prontos para entender o significado dessa Economia Criativa?

Mapeamento - Economia Criativa - FIRJAN

▶ http://www.firjan.com.br/economiacriativa/download/mapeamento-industria-criativa-sistema-firjan-2016.pdf

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Rose Meusburger

Rose Meusburger

Especialista em Gestão Cultural

Administradora, gestora cultural e fundadora do Elaborando Projetos. Mais de 20 anos de experiência orientando proponentes, artistas e organizações na aprovação e captação de recursos culturais.

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Rose Meusburger

Gestora Cultural & Especialista

Mais de 20 anos capacitando agentes culturais, gestores públicos e dirigentes de ONGs em editais, SALIC e Leis de Incentivo em todo o Brasil.

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