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O Que Bacurau e Parasita Tem em Comum?

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O que Bacurau e Parasita tem em comum?
Com informações do portal da Folha on-line achei interessante o paralelo e vou comentar com vc – fica comigo

Bong Joon-ho – diretor de Parasita – o maior filme estrangeiro vencedor em várias categorias do Oscar em 2020 comprou ingresso e foi assistir uma sessão do filme brasileiro Bacurau. Exatamente como qualquer espectador. Ao fim da sessão os diretores Kleber Mendonça e Juliano Dornelles – do filme brasileiro – sobem para responder a perguntas num debate. Destacam a situação do cinema brasileiros nos dias de hoje e agradecem a presença de Bong na plateia.
Só isso já teria valido a pena ter estado por lá.
Mas Bong concede entrevista à BBC News Brasil e diz que gostou muito do filme. “É muito bonito. Tem uma energia única, traz uma força enigmática e primitiva. Espero que o governo brasileiro apoie mais a indústria de cinema brasileiro e seus incríveis cineastas. A indústria cinematográfica é arriscada e precisa de segurança e estabilidade.”
Sobre as semelhanças entre os filmes ele ainda diz que Parasita é sobre uma família de classe baixa que se infiltra na casa de uma família rica em Seul enquanto o filme brasileiro mostra um povoado no sertão nordestino que pega em armas contra invasores. Bong diz que são pessoas e lugares diferentes, mas há uma conexão, da luta dos oprimidos.
Quando Parasita ganhou o Oscar o incentivo ao cinema na Coreia do Sul foi abordado no Brasil. Enquanto aqui se diminuem os investimentos, lá ele acontece de forma mais efetiva.
O diretor coreano fala ainda sobre cotas.
No Brasil temos a Cota de Telas. Essa cota de telas estabelece um número mínimo de filmes nacionais exibidos em salas de cinema com o objetivo de proteger o cinema nacional.
O presidente Jair Bolsonaro renovou a cota de tela mas questionou a qualidade da atual produção audiovisual brasileira. Na ocasião ele disse que as cotas poderiam ser zeradas se tivéssemos melhores filmes. E a pergunta que fez foi: “Há quanto tempo a gente não faz um bom filme, não é?”
Joon-ho conta que na Coreia do Sul que desde 196 e até meados dos anos 2000 havia cotas maiores que foram diminuídas. Segundo ele houve dificuldades e uma grande luta mas agora o público gosta e está acostumado com os atores e diretores coreanos.
Sobre o filme Bacurau ele ainda diz brincando que o pessoal das classes mais baixas do filme brasileiro são muito mais legais que o de Parasita que são muito bravos. Fala ainda que a questão da comunidade é muito bonita em Bacurau e que infelizmente as pessoas das classes baixas em Parasita nunca ficam tão bravos quanto em Bacurau, nunca pegam em armas! Ele acha isso muito triste dizendo ainda que eles só querem um pouco de dinheiro.
Há muitos paralelos entre os dois filmes que tratam de exclusão e luta.
Vale a pena conferir!

▶ https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/03/espero-que-governo-brasileiro-apoie-mais-o-cinema-diz-diretor-de-parasita-depois-de-ver-bacurau-em-londres.shtml

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